Terça-feira, 1 de Julho de 2008

Cotonete

Os alemães Tokio Hotel actuaram este Domingo no Pavilhão Atlântico, em Lisboa. A banda de Bill Kaulitz estreou-se em nome próprio no nosso país, depois da passagem pelo festival Rock In Rio. Ao contrário do que aconteceu em Março último, quando o grupo cancelou a actuação na mesma sala lisboeta, devido a problemas de voz do vocalista, desta vez não havia lotação esgotada à espera dos rapazes. Ainda assim, a moldura humana não terá mudado muito. Senão veja-se: a média de idades rondava os 15 anos (ou menos, já que havia imensos pré-adolescentes presentes), o estilo era aproximado ao emo (com olhos e unhas pintadas de negro e o preto a dominar a cor das vestimentas) e as raparigas estavam em clara maioria e acompanhadas pelas mães, já que os pais, esses, provavelmente tinham ficado em casa a assistir à final do Campeonato da Europa de Futebol.

Ainda o colectivo não tinha entrado na sala e a gritaria já era ensurdecedora. Quando o pano branco que estava a tapar o palco caiu, foi a histeria generalizada, com máquinas fotográficas e telemóveis a captar o momento. Bill Kaulitz (voz), Tom Kaulitz (guitarra), Gustav Schäfer (bateria) e Georg Listing (baixo) deram início à actuação ao som do rock emo de 'Break Away' e 'Final Day'. «Olá! Como estão? Da última vez fiquei muito triste, por não poder realizar o concerto. Hoje estou muito feliz por estar aqui», referiu o vocalista. No palco havia três ecrãs gigantes, dois nas laterais e o terceiro ao fundo, nos quais eram transmitidas imagens em tempo real e outras pré-gravadas. Atrás da banda uma enorme escadaria dupla, no topo da qual havia uma plataforma, à qual Bill subiu por inúmeras vezes. As fãs não deram descanso às gargantas nem por um instante e da primeira à última música os gritos agudos foram uma constante, sendo que as letras, mesmo as que a banda canta em alemão, estavam mais do que na ponta da língua. A devoção dos, ou melhor das, seguidoras é tal que qualquer palavra de Bill Kaulitz dirigida ao público originava uma gritaria ainda mais estridente. Algumas delas estiveram literalmente acampadas à porta do recinto durante uma semana. Por todo o espaço havia cartazes com mensagens de apoio à banda, como "os verdadeiros fãs voltam sempre", "amamos o Gustav", "Tokio Hotel para Sempre" ou simplesmente "obrigado", alternadas com outras de cariz mais sexual. Tal como seria de esperar, os êxitos 'Don't Jump', 'Scream', 'Ready, Set, Go' e, sobretudo 'Monsoon' (nas palavras de Bill «a vossa canção») foram as músicas mais aplaudidas da noite.

 

É inegável a máquina por detrás dos Tokio Hotel. O palco é grandioso, o sistema de som idem e o desenho de luz não fica atrás. O profissionalismo da banda é também digno de referência. Nota negativa apenas para algumas frases e expressões com pouca naturalidade do vocalista, quando se dirige aos seus seguidores, o que leva a crer que o discurso foi preparado. Antes de terminada a actuação, os TH ainda haviam de voltar ao palco para dois encores, um deles com direito a duas músicas em registo acústico, interpretadas por Bill a segurar um dos muitos peluches oferecidos pelos admiradores. Em verdadeira apoteose, e por entre uma chuva de papelinhos dourados, ouviu-se a canção 'By Your Side', que finalizou o concerto de cerca de duas horas. Descansem as fãs que não puderam marcar presença, pois os alemães de maior sucesso do momento prometeram voltar. A Alemanha até pode ter perdido o Campeonato da Europa de Futebol, mas Bill Kaulitz e companhia fizeram um brilharete em Lisboa.

 

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publicado por UNION TH § às 02:03

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