Segunda-feira, 13 de Outubro de 2014

Pure Charts - Tokio Hotel confessam: "Estamos chocados com a homofobia em França"

O Pure Charts convida-te a descobrir a segunda parte da entrevista com os Tokio Hotel, como parte do lançamento do seu novo álbum "Kings of Suburbia". A banda comenta o casamento homossexual, a homofobia em França, os olhares críticos sobre Bill Kaulitz, a personagem Conchita Wurst e até mesmo os seus projectos individuais...

 

Com uma música como "Love Who Loves You Back" e o seu videoclip muito sexual, vocês sabiam que iriam ser um choque...
Tom: É verdade que as pessoas ficaram mais chocadas do que pensávamos! (Risos) Com o vídeo de "Girl Got A Gun" também algumas pessoas ficaram de pé atrás. Mas eu só pensava "Porquê? É o meu videoclip favorito!" Não sabia que iam ficar a falar da personagem Toko, o rapaz de azul, e foi um choque! Eu adoro este videoclip! O mesmo ocorre com "Love Who Loves You Back", já tínhamos tido esta ideia há muito tempo. É inspirado no filme alemão "O Perfume". Há uma cena em que querem matar a personagem. Há centenas de pessoas a gritar com ele, ele borrifa as pessoas com o perfume e as pessoas começam a adorá-lo e ele a adorá-las. Passamos do ódio para o amor. Adorámos essa cena! Queríamos um videoclip com este espírito, que se tornou numa orgia. Não tem qualquer fragrância mas tem a música!
Bill: E tornou-se um escândalo porque foram as pessoas que fizeram um escândalo disso! Não deveriam ter feit tanto alarido. A mensagem é apenas o amor. Não compreendo porque é que as pessoas dizem "Oh la la, há rapazes com rapazes e raparigas com raparigas." Epá, estamos em 2014!

 

Não sei se sabem mas este assunto do casamento [homossexual] abalou completamente a França, foi bastante delicado... Isso ofende-vos?
Bill: Claro, choco-e sempre que oiço coisas desse género, toda esta homofobia...
Tom: Estamos chocados porque volta tudo sempre à mesma história...
Bill: Todos têm o direito de amar quem quer. Párem com essas coisas do género, religião... Em alguns países é um problema. Noutros é normal, é bonito! Nem nos devíamos questionar sobre isso...

 

Fazendo uma música como a "Love Who Loves You Back" queriam ajudar os vosos fãs com a sexualidade deles e a sua identidade?
Bill: Sim, queríamos dar-lhes confiança. Eu sempre fui assim: odeio quando os outros te dizem o que tens de fazer, como deves ser, o que deves pensar e o que tens de dizer. Eu acredito na liberdade. Todos devíamos ter o direito de fazermos o que queremos, amarmos quem amamos. Sempre existiu e não há problema nenhum com isso.

 

Exactamente, Bill. É verdade que enfrentaste muitas críticas. É difícil viver assim?
Bill: O problema aqui é que custava mais quando era mais novo. (Sorri) Ia para a escola com verniz nas unhas, maquilhado... Sempre tive desses problemas.
Tom: Eu era o irmão mais velho que o defendia no recreio.
Bill: Eu sempre fui diferente. Para dizer a verdade, também era uma provocação - talvez porque quisesse causar tal reacção nas pessoas. Mas nunca compreendi por que razão é que isso incomodava tanta gente. Eu queria mostrar a todos que não me importava, e admito, dizia: "Vão-se lixar!" Tinha esse hábito e é por isso que não me importo que critiquem o meu estilo. Não me afecta.

 

Ouviram falar da Conchita Wurst que ganhou o Festival da Eurovisão este ano?
Georg: Wurst! (Risos) Significa "salsicha" em alemão!
Bill: É muito bom que ela tenha ganho. Tem uma boa voz. E traz uma mensagem bonita!

 

Ela dança no Crazy Horse. Pela primeira vez, é um homem na ribalta...
Bill: Isso é óptimo e um bom exemplo de tolerância para as pessoas.
Tom: Depois de ganhar a Eurovisão, as pessoas ligam mais à aparência do que à voz, temos de admitir. Mas é na boa! É um símbolo bonito.

 

A vossa música também mudou. Assim como vocês. Os media e o público ainda falam muito da vossa aparência. Esperavam isso?
Bill: Sim, esperávamos. Afinal de contas, é normal para mim isto da moda, da aparência, da arte, as fotografias e essas coisas. Faz parte do conjunto do que criámos. A diferênca é que a música está sempre presente. Para não falar do resto.

 

Bill, gostavas de prosseguir numa carreira a solo?
Georg: Eu acho que sim! (Risos)
Tom: Eu vou prosseguir numa sozinho.
Bill: O quê? Tu numa carreira a solo?
Tom: Sim, eu e o meu enorme pénis! (Todos dão gargalhadas) Estou só à procura de um nome artístico. Talvez "Tom Long Dong" (Risos)
Bill: Eu já pensei nisso. Eu estou na banda, e mesmo musicalmente, sinto-me confuso. Mas estou feliz por fazer o que mais gosto. Não, não tenho vontade de fazer um álbum a solo. Quer dizer, não para já. Adoro trabalhar com outras pessoas. Nós gostaríamos de colaborar com um DJ em breve... Mas não temos nada planeado. Mas também gostava de ter a minha própria linha de roupa. Tenho de arranjar maneira de fazer bem as coisas. Mas não quero usar o meu nome, quero desenhar, etc... Quero que seja segredo. Estou a trabalhar e vários designs há alguns anos. Quando chegar a altura lanço o projecto.

publicado por UNION TH § às 00:50

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